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pedal pela paz, Brazil

Brazilpraça de bolso do ciclista - rua sao francisco, 0 curitiba 80020290 Brazil

cicloiguaçu

Em Decorrência a sensação do aumento da violência do trânsito em escala nacional e aos recentes fatos ocorridos na noite do dia 10 de novembro em Curitiba com grupo de pedal pedaloucos. A Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu pede atenção redobrada na condução de veículos no trânsito e por favor + respeito à vida.

Os Ciclistas que perderam a vida RECENTEMENTE

Outubro em Piraquara/PR — O ciclista Libne Oliveira Dias, de 25 anos foi fechado por um motorista que em meio a discussão sacou uma arma e alvejou o peito do ciclista, Libne pediu ajuda a algumas pessoas, mas logo veio ao óbito – Motorista fugiu

Domingo, dia 8 — Marina Harkot, 28 anos, São Paulo-SP — Motorista fugiu

Segunda-feira, dia 09 — menina de 11 anos, BR-277 (Km 73), São José dos Pinhais-PR — motociclista não prestou socorro, fugiu (?) e parou quilômetros depois porque precisou de atendimento [o Km 73 desta rodovia é a única opção para travessia do Rio Iguaçu no entorno, por isto, o trânsito intenso de pedestres e ciclistas de todas as idades; o trecho Curitiba-Paranaguá possui o segundo maior número de mortes de ciclistas em rodovias brasileiras].

Hoje, dia 11 Amanda Rocha do Nascimento, 21 anos morreu, na madrugada após ser atropelada por um motorista no Gama, no Distrito Federal. O acidente aconteceu às 23h40 de terça (10), Esse é o terceiro caso esta semana de atropelamento envolvendo carros e bicicletas nas ruas da capital

Em Curitiba — Donizete Batista Machado, 63 anos, Curitiba-PR — perdeu a vida em uma Colisão com ônibus que fazia uma conversão.

Na noite de ontem dia 10 de novembro em Curitiba um grupo organizado pedaloucos em um passeio com 85 membros foram surpreendidos por um motorista que disse estar nervoso e avançou sobre a massa de ciclistas em um cruzamento na rua João Negrao, 156. Um policial que tentou intervir foi atropelado sendo arremessado a 3 metros. O motorista até o momento se encontra detido.

https://www.facebook.com/groups/pedaloucoscuritiba/permalink/3787169894650926/?app=fbl

Proximo dia 14 de novembro está sendo organizado nacionalmente o pedal da paz para lembrar as vidas colhidas no transito no Brasil. Em Curitiba o encontro será as 16hrs na Praça de Bolso do Ciclista.

PARANÁ É O TERÇEIRO ESTADO QUE MAIS TRAUMATIZA E MATA CICLISTAS DA FEDERAÇÃO.

No Brasil, a cada 50 minutos um ciclista é hospitalizado em algum hospital que compõem a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a cada seis horas e 23 minutos alguém é morto enquanto pedala. E o Paraná, estado que concentra 5,4% da população brasileira, é um dos principais responsáveis pelas estatísticas de acidentes e fatalidades, concentrando 5,4% do total de hospitalizações e 9,4% do número de óbitos de ciclistas no território nacional.
Os números acima fazem parte de levantamento realizado pelo Bem Paraná com base em dados de dois sistemas do Ministério da Saúde, o Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Tal levantamento mostra que o estado do Paraná se destaca como o terceiro estado com maior número de ciclistas internados/hospitalizados e também como o terceiro estado com mais fatalidades
Com relação às hospitalizações, entre 2010 e 2019 o Brasil teve 105.592 ciclistas internados após acidentes dos mais diversos tipos (atropelamentos, colisão com outros ciclistas, colisão contra animais, quedas e etc). Só no Paraná foram 5.698 amantes do pedal necessitando de atendimento médico, sendo que apenas São Paulo (35.503) e Minas Gerais (19.419) registraram números mais expressivos.
Recentemente, inclusive, o número de hospitalizações tem crescido tanto a nível local como a nível nacional. Em 2019 e 2018, por exemplo, o estado bateu recorde, com 712 e 713 registros, respectivamente. Comparando ainda o primeiro ano do levantamento (2010) com o último (2019), nota-se um salto de 36% no número de ciclistas hospitalizados no Paraná. No país, a variação nesse mesmo intervalo foi de +40,4%.
Já quanto aos óbitos, ao longo de uma década o número de ciclistas mortos no Brasil chegou a 13.718, com o Paraná sendo o responsável por 1.291 desses registros. Uma vez mais, somente os estados de São Paulo (2.493) e de Minas Gerais (1.316) concentram mais fatalidades.
No país, entretanto, o número de óbitos tem caído nos últimos tempos. Na comparação de 2010 com 2019 a queda foi de 14,7%, passando de 1.513 mortes num ano para 1.291 no outro. Já no estado, as estatísticas chegaram a ter uma importante queda entre 2014 e 2017, mas voltaram a subir assustadoramente em 2018 (151 registros) e pouco variaram em 2019 (142 mortes), ano em que o Paraná foi o segundo estado com mais mortes de ciclistas, atrás apenas de São Paulo (216) e logo à frente de Minas Gerais (133).

Atropelamentos estão em alta, mostra Abramet
Entre as diversas causas para hospitalização e morte de ciclistas, os casos de atropelamento estão em alta, conforme levantamento realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), divulgado próximo da data em que se celebra o Dia do Ciclista (19 de novembro). Por ano, cerca de R$ 15 milhões são gastos pelo país para tratar ciclistas traumatizados em colisão com motocicletas, automóveis, ônibus, caminhões e outros veículos de transporte. Além disso, do total de ciclistas mortos no trânsito, 60% se envolveram em atropelamentos.
“No trânsito, o maior deve sempre cuidar do menor, ou seja, o carro motorizado deve ter o cuidado maior com o ciclista”, pondera Antonio Meira Júnior, presidente da Abramet. Para ele, no entanto, é importante que o ciclista também cumpra as regras de trânsito. “É fundamental que conheça as regras de trânsito e cumpra as regras de trânsito. Devem evitar transitar por vias que não oferecem infraestrutura adequada ou sem equipamentos de segurança previstos em lei, como de proteção individual, lanternas, campainhas e espelhos retrovisores”, alerta.
Falta infraestrutura e formação para o trânsito
Para a Abramet, a falta de infraestrutura adequada nas cidades, combinada à falta de campanhas educativas e de prevenção voltadas ao ciclista são o principal motivo do crescimento dos indicadores de vítimas.
“É preciso reconhecer que ao longo dos últimos anos houve melhorias na estrutura de algumas cidades, sobretudo em grandes capitais como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, essas mudanças não acompanharam a crescente demanda de pessoas que utilizam as bicicletas como meio de transporte, esporte ou lazer”, diz Meira Júnior.
Para ele, são necessários espaços físicos diferenciados, mais sinalização e ações educativas que alertem para o fato de que todos fazem parte do trânsito e devem ser respeitados. “Sem isso, esses indicadores continuarão subindo. É preciso uma mobilização do poder público, com o apoio das entidades médicas, para criar ações conjuntas e efetivas para combater este cenário”, acrescenta, frisando que a Abramet pode colaborar nesse esforço.
Extraído de https://www.bemparana.com.br/noticia/parana-e-o-terceiro-estado-que-mais-hospitaliza-e-mata-ciclistas-no-brasil#.X6vs7PNKiig